Ilustração de Mauco Sosa
Hiperconectados e ultravulneráveis ao 5G
Publicado originalmente no site BRASIL EL PAÍS, em 8 de setembro de 2019
Por Joseba Elola
O surgimento das redes 5G vem acompanhado de promessas de
velocidades de download inusitadas, de entornos de máquinas que se comunicam
entre si, de carros autônomos que, por fim, poderão circular, de cirurgias à
distância. As empresas de tecnologia anunciam o surgimento da enésima next big
thing, o enésimo grande acontecimento que mudará tudo (e graças ao qual, de
passagem, nos venderão novos produtos). Com sua chegada, prometem, por fim se
abrirão as portas a novos mundos de realidade aumentada e virtual. Mas é
preciso levar em conta o lado B do 5G: em um planeta hiperconectado, as
possibilidades de que sejamos hackeados, espionados e controlados por empresas
e Governos se multiplicarão.
Glória, glória, glória ao 5G, maná da nova era prestes a
nascer. O entusiasmo pelo advento das novas estradas da comunicação pelas quais
circularão nossos dados volta a saltar em epítetos superlativos. Se levarmos em
consideração os cânticos de empresas de tecnologia, operadoras e demais agentes
do mercado, o 5G é the next big thing, o novo grande acontecimento, o enésimo
game changer, a chave que mudará tudo; conceitos periodicamente agitados para
vender novos produtos.
O 5G desembarca envolto em campanhas de marketing e
comunicação que anunciam um mundo hiperconectado de cirurgiões que operam à
distância e em tempo real, através de um robô, pacientes de outro continente,
de fazendas inteligentes com semeadura, irrigação e colheita eficientes graças
ao processamento de dados do solo e do clima, e de carros autônomos
compartilhando informação em milésimos de segundo que nos avisarão que há uma
placa de gelo após a curva. Não faltam vozes que alertam de que nos encontramos
diante de um novo hype, um fenômeno exagerado que, além disso, esconde efeitos
colaterais inquietantes.
"Prever é muito difícil, sobretudo o futuro", diz
ironicamente o especialista Xavier Alamán. "Mas eu acho que daqui a 10
anos desaparecerão os celulares"
Por enquanto, a novela que cerca esse novo imã tecnológico
não começou mal: mandatários com pinta de ogros enroscados em uma guerra
comercial por trás da qual está a luta pela supremacia mundial; promessas de
velocidade, aromas de latência e, como se faltassem ingredientes, perspectivas
francamente favoráveis para todos os que quiserem ser hackers na nova era. Bem-vindos
a um mundo hiperconectado e ultravulnerável.
Nossos celulares farão downloads mais rapidamente.
Baixaremos filmes em um segundo. O tempo que transcorrerá entre o envio de uma
mensagem e sua chegada – a latência – será de um milissegundo – agora oscila
entre os 40 milissegundos e um décimo de segundo –, abaixo do tempo de resposta
de um ser humano. O 5G, quinta geração de telefonia celular, permitirá o
desenvolvimento de sistema que farão que nosso carro freie se o da frente o
fizer. E serão milhares, depois milhões, o número de dispositivos – celulares,
aparelhos, sensores – que poderão se conectar por metro quadrado sem que isso
afete a cobertura. Tudo isso no futuro: as redes comerciais utilizadas hoje em
países como a Espanha são um 5G que ainda se apoia nas redes 4G. A quinta
geração de celular, em pleno rendimento, chegará, de fato, a partir de 2021.
A informação viajará por bandas de alta frequência,
existirão antenas em todos os lugares – postes, mobiliário urbano – e pelas
novas estradas da informação circularão enormes quantidades de dados. Isso
permitirá ver pessoas jogando videogames como Fortnite, League of Legends e
Call of Duty, que hoje em dia só dão bons resultados com a conexão de casa, no
celular; fábricas inteligentes com todas as máquinas da produção conectadas e
compartilhando informação, e em algum dia não muito distante, drones
substituindo os mensageiros nas entregas a domicílio.
Atender melhor e mais rapidamente os feridos em um acidente
e qualquer outra emergência também será mais eficaz graças ao 5G. Por exemplo,
um acidente no porto de Valência. Os serviços de emergência poderão enviar um
drone que emite imagens em tempo real que permitirão calibrar a situação. Se é
um atentado ou se é um acidente. Os semáforos conectados ficarão verdes para
dar passagem às ambulâncias. O furgão policial, ao chegar ao local dos fatos,
poderá utilizar sua própria rede 5G se a área perder cobertura (o chamado
network slicing, fornecendo comunicações de qualidade em um local específico em
questão de segundos). “O tempo de reação é um elemento crítico para salvar
vidas”, enfatiza Jaime Ruiz Alonso, engenheiro de telecomunicações e
pesquisador do Nokia Bell Labs.
Ruiz Alonso sabe do que fala. Há dois anos presenciou ao
vivo um incêndio na serra de Gata, na Extremadura, na Espanha. Estava na cidade
de Villamiel. De lá viu como queimavam carvalhos e pinheiros pelo avanço
impiedoso do fogo. Comprovou o que é atender uma emergência com as comunicações
interrompidas, sem drones que permitem obter informação sem expor vidas de
bombeiros. Em sua equipe de inovação na Nokia, o espanhol de 49 anos começou a
trabalhar em protocolos de telefonia para recuperar comunicações em casos de
emergência. Desenvolveu um modelo com o 4G, mas explica que tudo será mais
fácil com a próxima geração de celulares. “Quando o 5G estiver espalhado,
existirão protocolos para saber onde estão os usuários e comprovar se estão
presos no meio da mata em chamas”, conta.
A combinação de 5G e inteligência artificial, se acredita, é
a porta de entrada à muito alardeada Internet das coisas (IoT, na sigla em
inglês). Caminharemos pela rua de uma cidade inteligente com óculos e fones que
nos dirão o nome da pessoa que acabamos de encontrar e de quem gostaríamos de
lembrar. A oportuna e valiosa informação aparecerá sobreposta à realidade
graças aos óculos e nos será sussurrada ao ouvido. “Passaremos a viver na
realidade mista” – também chamada realidade aumentada –, diz Xavier Alamán,
professor de Ciências da Computação e Inteligência Artificial da Universidade
Autônoma de Madri. Esperaremos o ônibus com nossos óculos, mas poderemos ver
por onde vai e se está aproximando-se de nossa rua. “Prever é muito difícil,
principalmente o futuro”, diz ironicamente Alamán, parafraseado a citação
atribuída ao físico Niels Bohr, “mas eu acho que em 10 anos os celulares
desaparecerão”.
Alamán, espanhol de 57 anos, demonstra ser um entusiasta da
Microsoft HoloLens, óculos-viseira parecidos aos de esqui que nos permitem
interagir com projeções de gráficos em 3D. Darão informação a, por exemplo, um
mecânico que poderá ver gráficos do interior do motor flutuando no ar enquanto
conserta um automóvel. Em um futuro não muito distante, os óculos nos
permitirão abrir por sobre a realidade (o vagão do trem) uma tela de cinema
virtual em que veremos o filme (em escala muito superior à dos atuais tablets)
enquanto na lateral poderemos ler as mensagens de WhatsApp e equivalentes. “Se
todos derem o salto a esse tipo de dispositivo, o mundo mudará mais do que o
fez com o telefone celular”, prevê Alamán. As pessoas viverão em um entorno que
mistura realidade com o virtual. A febre iniciada há três anos no Parque do
Retiro (Espanha) com a caça de figuras virtuais do Pokémon GO é um simples
aperitivo do que virá. As velocidades e as latências do 5G (e o 6G, que já está
sendo trabalhado) são fundamentais para esse tipo de desenvolvimento.
Após os óculos virão as lentes de contato. E os tempos de
andar pela rua com a cabeça baixa olhando a tela do celular serão história.
"Não faz sentido preocupar-se pela vulnerabilidade de
nossas redes porque já são vulneráveis. A NSA sabe monitorá-las", assegura
o analista Evgeny Morozov
A prestigiosa revista de tecnologia Wired se aventurou a
antecipar enfaticamente, no número de março, o mundo que virá. Foi batizado de
mirrorworld, o mundo espelho. Uma plataforma tecnológica que replicará cada
coisa do mundo real para nos oferecer sua via virtual. Com os dispositivos de
realidade aumentada, o cirurgião verá uma réplica em 3D de nosso fígado
enquanto o opera e veremos com os óculos como era nos anos 30 do século
passado, quando foi bombardeado, o monumento que temos diante de nossos narizes.
O futuro que se abre no mundo dos wearables, as tecnologias
colocáveis, óculos, relógios, fones de ouvido, é algo no qual muitas marcas
apostam, entre elas a Samsung. O gigante tecnológico coreano apresentou sua
estratégia 5G em junho em uma viagem da imprensa à Coreia – O El País Semanal
foi convidado, ao lado de um seleto grupo de veículos de imprensa nacionais e
internacionais –. Seul, de fato, é uma dessas cidades em que está sendo
construído o futuro das telecomunicações. E a Coreia é um dos quatro países que
lideram a corrida do 5G, atrás dos Estados Unidos e China e ao lado do Japão,
de acordo com um estudo da consultoria Analysys Mason.
A capital coreana é uma cidade de arranha-céus e
congestionamentos pelos quais as pessoas transitam em carros com os vidros de
insulfilm. De dia, seus habitantes fogem do calor e da má qualidade do ar
refugiando-se em shoppings climatizados nos quais usam o cartão de crédito. Em
seu livro Problema no paraíso: Do fim da história ao fim do capitalismo, o
filósofo esloveno Slavoj Zizek a descreveu como a epítome de um capitalismo
tecnológico levado ao absurdo: trabalhar à extenuação para consumir como se não
houvesse amanhã.
A utilização do 5G na cidade está bem avançada e se nota: o
celular vai rápido. São registradas velocidades de até 820 megabits por
segundo, o triplo do que com uma conexão padrão em Madri, com quedas a 400 em
algumas regiões, de acordo com os testes realizados por vários jornalistas
europeus. Nessa avançada cidade, a sexta mais poderosa do mundo de acordo com a
revista Forbes, o presidente e executivo-chefe da Samsung, DJ Koh, recebeu a
imprensa europeia em um hotel de luxo. Lá afirmou que os dispositivos
inteligentes logo serão mais importantes do que os próprios telefones.
“A infraestrutura 5G será o motor e a força da quarta
revolução industrial”, afirma Koh, executivo de 57 anos que vem de uma família
pobre e que percorreu um longo caminho ao topo estudando, durante alguns anos,
no Reino Unido. A combinação de 5G e inteligência artificial, afirma, irá mudar
tudo. “A Internet das coisas é o que conectará indivíduos, casas, fábricas,
escritórios, cidades e nações. E o carro conectará todos esses elementos”. Em
sua opinião, nos próximos três ou quatro anos veremos mudanças de maior impacto
do que na última década.
Os quartéis-generais da Samsung estão em Sewon, a 80
quilômetros de Seul. Nesse espaço de torres altíssimas e longas avenidas vazias
– com exceção da hora (melhor dizendo, meia hora) do almoço – se chega por uma
rodovia com as mesmas sinalizações verdes das highways norte-americanas. Aqui
as pessoas, como não podia deixar de ser, também se entregam às visionárias
doutrinas de Stakhanov, artífice intelectual das jornadas de trabalho sem
limites. Os funcionários (30.000 na base central, 320.000 em todo o mundo) têm
em Sewon tudo o que é necessário para passar o dia e não ir para casa a não ser
para dormir: as inevitáveis mesas de pingue-pongue, o clube de judô, salas para
desenvolver os mais variados passatempos, a piscina para nadar um pouco...
Em um de seus edifícios possuem uma réplica da casa da
Internet das coisas, um lar governado por celular. O ar condicionado é acionado
do carro, antes de se chegar em casa, com uma ordem de voz. A porta se abre
quando nosso telefone é detectado. Ao chegar à geladeira, temos nela uma tela
com a qual colocamos música, consultamos a previsão do tempo e vemos as fotos
do dia (isso já é uma realidade). Na sala, em uma televisão de 98 polegadas,
são projetadas imagens de quem toca a campainha e das câmeras de segurança
exteriores, além dos canais e plataformas, claro.
A Samsung afirma ter vendido um milhão de telefones 5G na
Coreia nos primeiros 87 dias após seu lançamento. Já colocou redes de 5G em
seis cidades. Em dois ou três anos, afirmam, terão coberto todo o país.
A Espanha, por sua vez, não está nesse nível no
desenvolvimento do 5G, mas não está tão mal. Possui uma cobertura de fibra
óptica [infraestrutura sobre a qual se estendem as redes 5G] superior à do
Reino Unido, França e Alemanha juntos, como diz em seu branco escritório o
secretário de Estado da Agenda Digital, Francisco Polo. Em escala europeia, é
um dos três Estados membros da UE que mais testes de funcionamento realizaram,
de acordo com os relatórios do Observatório 5G europeu. “Minha esperança é que
o 5G nos dê uma nova oportunidade”, diz Polo. “Se a extensão de infraestrutura
determinasse o avanço tecnológico dos países, a Espanha já seria uma potência
mundial”.
A quinta geração de telefonia celular terá um impacto
econômico de 12 trilhões de dólares (49 trilhões de reais) até 2035, de acordo
com a consultoria IHS Markit. Muitos atores do setor falam de uma nova fase de
reindustrialização, de uma revolução industrial.
O desenvolvimento dessa nova tecnologia em escala planetária
sofreu um sério golpe em 16 de maio quando o presidente Trump assinou uma ordem
executiva proibindo a venda de bens e serviços à empresa chinesa Huawei, maior
fornecedor mundial de redes 5G.
Estamos no momento da expansão de infraestrutura, de
assinatura de contratos, e nos Estados Unidos é preocupante que os caminhos
pelos quais circularão enormes quantidades de dados, e das quais
infraestruturas críticas dependerão, estejam nas mãos do inimigo. Por trás do
veto estava a acusação, sem provas, de que a tecnologia chinesa contém “portas
traseiras”, buracos propícios à espionagem. “Nunca forneceram evidências e
fatos e não ocorreu um processo judicial”, afirma nos quartéis-generais da
empresa chinesa em Madri Tony Jin Yong, executivo-chefe da Huawei. “Vetar uma
empresa privada que tem relações comerciais com empresas norte-americanas é
realmente estúpido. E um pensamento muito a curto-prazo”.
A Huawei está em 170 países e já assinou 50 contratos com
operadores de todo o planeta, de acordo com os dados fornecidos pela empresa.
Foram os primeiros, enfatizam, em colocar à disposição de seus clientes uma
rede 5G completa de uma ponta a outra – têm somente alguns rivais como
fornecedores de redes: Nokia (Finlândia), Ericsson (Suécia), Samsung (Coreia),
DoCoMo (Japão) e ZTE (China) –. Estão se espalhando pelo mundo oferecendo
preços muito competitivos. E tudo isso contribui para que Jin Yong acredite que
a Huawei está sendo usada na guerra comercial entre os EUA e a China. “Se não
posso competir com você e superá-lo, irei vetá-lo”, diz Yong, irritado. “É uma
lógica ridícula. E estão utilizando seu poder como nação contra a Huawei, uma
empresa privada”.
A marca acusou uma queda de 30% nas vendas de celulares na
Espanha na primeira semana após a crise desencadeada por Trump.
O analista e pesquisador bielorrusso Evgeny Morozov, autor
da recente e incisiva coleção de ensaios Capitalismo Big Tech, vai além em sua
análise da crise: “Qualquer país razoável pode ver que os EUA estão dispostos a
utilizar ferramentas de extorsão para ganhar alguma vantagem nas negociações
comerciais”, diz em conversa por telefone do sul da Itália. Morozov não
descarta a existência de portas traseiras em equipamentos da Huawei, mas
acrescenta: “A probabilidade de que os dispositivos e acessórios que chegam dos
EUA tenham buracos e portas traseiras é ainda mais alta. Os norte-americanos há
anos escutam nossos telefones e esse é um escândalo que a Europa ainda precisa
abordar. Tecnicamente falando, preocupar-se pela vulnerabilidade de nossas
redes não faz sentido porque já são vulneráveis: está claro que a NSA [agência
de inteligência norte-americana] tem uma maneira de monitorá-las”.
O futuro, de qualquer forma, se apresenta mais vulnerável.
Ainda que os especialistas afirmem que as redes 5G são a priori mais seguras do
que as predecessoras, a mera multiplicação de milhões de antenas e o
crescimento exponencial dos dispositivos conectados na IoT oferecerão novas e
suculentas oportunidades ao hackeamento. “Quanto mais tecnologia utilizarmos,
mais vulneráveis somos”, afirma o especialista em segurança informática David
Barroso; “quanto maior a exposição, pior”.
Barroso, fundador da CounterCraft, empresa de
contrainteligência digital que elabora um produto dirigido a Governos e grandes
empresas para colocar armadilhas aos atacantes, afirma que o perigo virá pelas
brechas de segurança de dispositivos que a indústria colocará à venda sem as
medidas de segurança necessárias. Algo que, diz, já acontece: cada novo
dispositivo conectado (carros, geladeiras, webcams instaladas em casa,
assistentes pessoais) têm um cartão SIM; às vezes os fabricantes instalam
contrassenhas fáceis para que os administradores os acessem sem complicações:
estamos expostos.
Se alguém conseguir acessar os comandos de um carro
autônomo, fazer com que pareça um acidente será mais fácil. Sem falar dos
comandos de um avião.
O coordenador europeu de luta antiterrorista Gilles de
Kerchove publicou em junho um relatório em que alertava sobre o risco de
emergência de novas formas de terrorismo muito mais letais pela utilização das
redes 5G e dos avanços em inteligência artificial. Os computadores quânticos
poderão decifrar dados encriptados; os aparelhos interconectados poderão se
manipulados à distância e voltar-se contra nós, e a biologia sintética
permitirá a recriação de vírus fora dos laboratórios, com diz em seu relatório.
A Europa precisa de uma política de cibersegurança comum.
A polêmica sobre todas as vulnerabilidades das redes também
desperta o debate sobre se colocar infraestruturas críticas em mãos privadas,
não importa a procedência, é uma boa ideia.
As prevenções pelo desenvolvimento do 5G não acabam aí. Há
vozes que se erguem contra algo que, dizem, aumentará a brecha digital, que
conectará ainda mais os já conectados. Peter Bloom, fundador da Rhizomatica,
associação civil que monta redes alternativas para abastecer lugares remotos e
isolados, afirma em uma coleção de ensaios que o problema do 5 G é que não está
centrado nos humanos, e sim nas máquinas. São elas as que se comunicam entre
si, não nós. “Quando as pessoas já não são o foco intrínseco do sistema de
comunicação”, escreve, “então algo fundamental mudou na natureza da Rede”.
Quanto mais tecnologia usamos, mais problemas resolvemos, e
mais criamos. A hiperconectividade vem carregada de facilidade de acesso,
rapidez, agilidade nas comunicações, novas comodidades. Mas quanto mais
dispositivos existirem e mais informação compartilharmos pelo éter, mais
vulneráveis seremos e maiores serão as possibilidades de que nos vigiem, de que
nos espiem e, portanto, de ser manipulados.
Texto e imagem reproduzidos do site: brasil.elpais.com

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