Fotos reproduzidas: divulgação e postadas pelo blog, para simples ilustração do presente artigo
Texto compartilhado do Perfil do Facebook de Paulo Roberto Dantas Brandão, de 9 de abril de 2022
Por Paulo Roberto Dantas Brandão
Esta semana recebi uma carrada de postes criticando Anita, que havia conseguido o primeiro lugar de visualizações nos streamings de música no mundo todo. Anita é a mais ouvida e pronto. Acho que só eu que não ouço Anita, nem gosto de sua “música”.
Um dos vídeos mostrava Paula Toller, e dizia as décadas de sucesso da cantora, sem mostrar a bunda. Não sei se a bunda de Paula Toller é tão bonitinha quanto o seu rosto. A bunda de Anita, pelo menos pela produção que recebe, quiçá algum photoshop, vale a pena ver.
A melhor crítica que ouvi à ascensão da cantora brasileira ao pódio da música mundial, foi uma intricada teoria da conspiração. Um empresário comunista (sic) teria mexido os pauzinhos para a conquista de Anita, como parte de uma ação do comunismo internacional baseado nas teorias de Gramsci, para consolidação do marxismo cultural, e destruição da cultura cristã ocidental. Ufa.
Meu Deus! Quanta imaginação. Não sou versado na vida dos artistas, mas li outro dia que Anita é sua própria empresária, que cuida de sua carreira e dos seus próprios investimentos. Se isso for verdade, e parece que é, Anita deve ser vista como um ícone do liberalismo. Alguém que faz e acontece. Que consegue sucesso com seus próprios esforços. Ao invés de ser taxada como parte do comunismo internacional, aliás movimento que a direita ensandecida insiste em ressuscitar, deveria ser festejada por todos aqueles que defendem a livre iniciativa, uma self made woman. No mais, numa sociedade hedonista, em que o prazer é o produto de consumo número um, em que as pessoas vivem a mostrar sua vida e sua intimidade nas redes sociais, Anita descobriu, e com méritos, que sua bunda é um produto capitalista de consumo.
Ora bolas, deixem a bunda da Anita em paz. E ela deve estar muito preocupada com tais absurdas teorias conspiratórias.
Texto reproduzido do Perfil/Facebook/Paulo Roberto Dantas Brandão


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